SUZUKI HAOJUE 2026: CONHEÇA TODAS AS MOTOS DA MARCA VENDIDAS NO BRASIL
- Vinícius Brandão

- há 16 horas
- 18 min de leitura
Linha reúne custom, street, crossover, trail e scooter, com preços entre R$ 16.928 e R$ 21.470, garantia de três anos e propostas completamente diferentes
Durante muito tempo, a baixa cilindrada brasileira esteve praticamente dividida entre Honda e Yamaha. Esse cenário começou a mudar com a chegada de novos fabricantes, a ampliação das redes de concessionárias e o aumento do interesse do consumidor por motocicletas mais equipadas e menos óbvias.
É nesse espaço que a Haojue tenta crescer. A marca chinesa mantém uma parceria industrial com a Suzuki desde 1992 e chegou oficialmente ao Brasil em 2017 pelas mãos do grupo J.Toledo/JTZ, o mesmo responsável pela representação da Suzuki no país. Tecnicamente, as motocicletas desta matéria são Haojue, e não modelos Suzuki tradicionais, embora a empresa utilize comercialmente a denominação Suzuki Haojue e destaque a cooperação entre as duas fabricantes. A Haojue informa que possui três fábricas na China e produz, somando produtos Haojue e Suzuki, cerca de três milhões de motocicletas por ano.
A atual linha brasileira reúne seis modelos: Master Ride 150, DL160, NK160, DK160, DR160 e a nova Burgman 125. Os preços públicos sugeridos variam de R$ 16.928 a R$ 21.470, normalmente acrescidos de frete. A fabricante ressalta que valores, disponibilidade, cores e condições comerciais podem mudar conforme a região e a concessionária.
A diferença entre elas vai muito além do desenho. A Master Ride é uma custom compacta; a DL160 assume uma proposta crossover urbana; a NK160 é uma trail; a DK160 trabalha como street utilitária; a DR160 aposta na esportividade; e a Burgman 125 retorna como scooter automática.
COMO LER OS NÚMEROS DE DESEMPENHO
Quando a fabricante ou o manual informa oficialmente velocidade máxima ou consumo, o dado será identificado como oficial. Nos modelos em que a Haojue não publica esses números, foram adotadas faixas editoriais estimadas, considerando potência, torque, peso, aerodinâmica, pneus, relação de marchas e comportamento normal da categoria.
Velocidade de cruzeiro não significa velocidade máxima. Trata-se da faixa que a motocicleta consegue manter por algum tempo com margem mecânica, estabilidade e capacidade mínima para responder a pequenas subidas e variações de trânsito. Piloto, garupa, bagagem, vento, altitude, qualidade do combustível, calibragem e diferença entre painel e GPS alteram qualquer resultado.
1. MASTER RIDE 150: A CUSTOM MAIS ACESSÍVEL DA LINHA
A Master Ride 150 é destinada ao motociclista que valoriza estilo, banco baixo e posição relaxada. Ela não tenta ser uma esportiva ou uma moto de alto desempenho. Seu propósito é oferecer aparência custom, facilidade para apoiar os pés no chão e condução tranquila na cidade.
O desenho remete às pequenas estradeiras norte-americanas, com tanque alongado, banco dividido, encosto para o passageiro, rodas de medidas diferentes, bastante cromado e guidão elevado. É uma das poucas motocicletas zero-quilômetro dessa cilindrada que ainda investem integralmente na estética custom.
FICHA PRINCIPAL
Preço público sugerido: R$ 16.928, mais frete
Motor: monocilíndrico horizontal, quatro tempos e refrigerado a ar
Cilindrada: 149 cm³
Alimentação: injeção eletrônica
Potência: 12,1 cv a 8.000 rpm
Torque: 1,16 kgf.m a 6.000 rpm
Câmbio: cinco marchas
Transmissão final: corrente
Altura do banco: 725 mm
Altura total: 1.102 mm
Comprimento: 2.102 mm
Distância entre eixos: 1.390 mm
Distância do solo: 150 mm
Peso seco: 136 kg
Peso em ordem de marcha: 146 kg
Tanque: 10,7 litros
Roda dianteira: 18 polegadas
Roda traseira: 16 polegadas
Freio dianteiro: disco
Freio traseiro: tambor
ABS: não possui.
Existe uma pequena inconsistência na página oficial: o destaque comercial menciona 12 cv, enquanto a ficha técnica detalhada registra 12,1 cv. Para esta análise, foi considerado o número mais preciso da ficha técnica.
CONSUMO, CRUZEIRO E VELOCIDADE MÁXIMA
O manual atualizado informa velocidade máxima de 95 km/h. A motocicleta deve trabalhar de maneira mais confortável entre 70 e 80 km/h, podendo manter aproximadamente 85 km/h em condições favoráveis, porém já com pouca reserva para ultrapassagens.
Em medição laboratorial divulgada pela marca, o consumo pode chegar a aproximadamente 45 km/l. Na utilização real, uma faixa entre 35 e 43 km/l parece mais prudente, dependendo principalmente do peso transportado e da velocidade.
Com tanque de 10,7 litros, a autonomia teórica pode ultrapassar 400 quilômetros, porém o motociclista não deve planejar uma viagem utilizando todo o volume do reservatório como se fosse aproveitável até a última gota.
ERGONOMIA E CONFORTO
A altura de banco de apenas 725 mm é a menor da linha. Isso facilita manobras, estacionamento e apoio dos dois pés no chão. Pilotos baixos tendem a se adaptar rapidamente, enquanto motociclistas muito altos podem sentir as pernas excessivamente dobradas.
A distância entre eixos de 1.390 mm favorece estabilidade em linha reta, porém os 146 kg em ordem de marcha representam bastante peso para um motor de 12,1 cv. O desempenho, portanto, é tranquilo e progressivo.
QUALIDADES
1. Visual custom exclusivo na faixa de preço.
2. Banco extremamente baixo.
3. Boa autonomia.
4. Motor simples e refrigerado a ar.
5. Indicador de marchas.
6. Encosto para o passageiro.
7. Posição confortável para deslocamentos sem pressa.
8. Menor preço da linha Haojue.
PONTOS FRACOS
1. Apenas 12,1 cv para 146 kg.
2. Freio traseiro a tambor.
3. Ausência de ABS.
4. Baixa distância do solo.
5. Capacidade rodoviária limitada.
6. Mercado de revenda mais restrito por ser uma custom pequena.
REVENDA E RELAÇÃO COM O PREÇO
A Master Ride custa apenas R$ 22 menos que a DK160. A escolha entre as duas não deve ser feita pelo preço, e sim pelo perfil: a DK é mais potente, leve e utilitária; a Master Ride oferece estilo, banco baixo e uma experiência de condução diferente.
Sua revenda tende a ser mais lenta porque a custom de 150 cm³ é um produto de nicho. Em compensação, quem procura especificamente essa estética encontra poucas alternativas zero-quilômetro na mesma faixa.
Veredito: indicada para cidade, passeios tranquilos e pilotos que priorizam estilo e facilidade de apoio. Não é a melhor escolha para quem depende de velocidade rodoviária.
2. DL160: A MAIS COMPLETA E SEGURA DA FAMÍLIA
A DL160 é a motocicleta tecnologicamente mais completa da linha Haojue de baixa cilindrada. Apesar do nome lembrar a família Suzuki V-Strom — conhecida pela sigla DL —, ela não é uma pequena V-Strom. Trata-se de uma crossover urbana com rodas de 17 polegadas, pneus de perfil asfáltico e carenagem frontal elevada.
Seu maior diferencial está nos freios: é a única das seis com ABS independente nas duas rodas.
FICHA PRINCIPAL
Preço público sugerido: R$ 21.470, mais frete
Motor: monocilíndrico, OHC, quatro tempos e refrigerado a ar
Cilindrada: 162,4 cm³
Alimentação: injeção eletrônica
Potência: 14,9 cv a 8.000 rpm
Torque: 1,4 kgf.m a 6.500 rpm
Câmbio: cinco marchas
Altura do banco: 795 mm
Altura total: 1.195 mm
Comprimento: 2.025 mm
Distância entre eixos: 1.345 mm
Distância do solo: 160 mm
Peso em ordem de marcha: 149,5 kg
Tanque: 13 litros
Rodas: liga leve de 17 polegadas nas duas extremidades
Pneu dianteiro: Pirelli Sport Demon 100/80-17
Pneu traseiro: Pirelli Sport Demon 130/70-17
Freio dianteiro: disco de 276 mm com ABS
Freio traseiro: disco de 220 mm com ABS
Suspensão traseira: monoamortecida
Equipamentos: painel digital, entrada USB e proteção traseira contra respingos.
CONSUMO, CRUZEIRO E VELOCIDADE MÁXIMA
A Haojue não apresenta, na ficha pública consultada, um número oficial de consumo ou velocidade máxima. Considerando seus 14,9 cv, peso de 149,5 kg, pneus mais largos e aerodinâmica, uma expectativa editorial razoável seria:
Consumo provável: entre 33 e 39 km/l;
Cruzeiro confortável: entre 85 e 95 km/h;
Máxima provável: aproximadamente 105 a 112 km/h reais.
A DL160 deve apresentar desempenho semelhante ao das streets de 160 cm³, porém seu peso é elevado. O para-brisa e a posição de pilotagem ajudam em deslocamentos rodoviários, enquanto a quinta marcha limita a folga mecânica acima de 100 km/h.
ERGONOMIA E COMPORTAMENTO
O banco de 795 mm é acessível para boa parte dos pilotos. Os pneus largos e as rodas de 17 polegadas tornam a moto mais adequada ao asfalto, oferecendo maior área de contato e comportamento mais próximo ao de uma naked do que ao de uma trail.
A distância do solo de 160 mm permite enfrentar lombadas e pavimentos irregulares, porém não transforma a DL160 em motocicleta off-road. Buracos profundos, pedras e valetas exigem cautela.
DESIGN E EQUIPAMENTOS
A DL160 possui aparência de moto maior, com carenagens angulares, pequeno para-brisa e frente elevada. O conjunto visual é um de seus principais argumentos, assim como o ABS de dois canais, o tanque de 13 litros e os pneus Pirelli.
É a opção mais apropriada para quem deseja uma motocicleta de entrada com aparência de crossover e prioridade em segurança de frenagem.
QUALIDADES
1. Única da linha com ABS nas duas rodas.
2. Discos de grandes dimensões.
3. Pneus Pirelli mais largos.
4. Tanque de 13 litros.
5. Entrada USB.
6. Banco de altura acessível.
7. Boa proteção frontal.
8. Aparência de maior cilindrada.
9. Conjunto mais completo da família.
PONTOS FRACOS
1. Maior preço da linha.
2. Peso elevado para 14,9 cv.
3. Apenas cinco marchas.
4. Distância do solo limitada para uma crossover.
5. Pneus largos podem custar mais na reposição.
6. Não possui desempenho proporcional à aparência.
REVENDA E RELAÇÃO COM O PREÇO
A DL160 custa R$ 570 a mais que a DR160 e R$ 1.960 a mais que a NK160. O acréscimo é justificável principalmente pelo ABS de dois canais, pneus mais largos e apresentação mais sofisticada.
A revenda tende a ser intermediária. Ela ainda não possui a liquidez de Honda e Yamaha, porém reúne elementos valorizados no mercado de usadas, como ABS duplo, aparência moderna e garantia longa.
Veredito: é a Haojue mais completa, segura e equilibrada para asfalto. Vence tecnicamente, embora não seja a mais barata nem a mais potente em relação ao peso.
3. NK160: A TRAIL PARA ASFALTO RUIM E ESTRADA DE TERRA
A NK160 ocupa uma posição estratégica na gama. É a única trail genuína da atual linha, com roda dianteira de 19 polegadas, traseira de 17, pneus de uso misto e suspensões de curso longo.
Seu preço de R$ 19.510 a coloca abaixo de Honda Bros 160 e Yamaha Crosser 150, enquanto o conjunto mecânico fica próximo ao da Honda em potência e torque.
FICHA PRINCIPAL
Preço público sugerido: R$ 19.510, mais frete
Motor: monocilíndrico, quatro tempos e refrigerado a ar
Cilindrada: 162 cm³
Alimentação: injeção eletrônica
Potência: 14,28 cv a 8.000 rpm
Torque: 1,48 kgf.m a 6.500 rpm
Câmbio: cinco marchas
Velocidade máxima oficial: 105 km/h
Altura do banco: 835 mm
Altura total: 1.150 mm
Comprimento: 2.070 mm
Largura: 825 mm
Distância entre eixos: 1.365 mm
Peso em ordem de marcha: 138 kg
Tanque: 12,2 litros
Roda dianteira: 19 polegadas
Roda traseira: 17 polegadas
Pneus: 90/90-19 e 110/90-17
Curso dianteiro: 180 mm
Curso traseiro: 164 mm
Freio dianteiro: disco de 240 mm com ABS
Freio traseiro: disco de 186 mm, sem ABS identificado
Equipamentos: iluminação completa de LED, painel LCD, USB e bagageiro.
CONSUMO, CRUZEIRO E VELOCIDADE MÁXIMA
A velocidade máxima declarada é de 105 km/h. Sua faixa de cruzeiro mais coerente fica entre 80 e 90 km/h, podendo trabalhar próxima de 95 km/h em condições favoráveis, porém com reserva reduzida para ultrapassagens.
Como não foi localizado consumo oficial na página técnica atual, uma expectativa editorial prudente fica entre 35 e 41 km/l. Com tanque de 12,2 litros, a autonomia utilizável deve ser adequada para deslocamentos urbanos e pequenas viagens.
ERGONOMIA E CAPACIDADE EM PISO RUIM
O banco de 835 mm é significativamente mais alto que o da DK160 e da DL160, porém permanece mais acessível que o de algumas trails concorrentes. Os 180 mm de curso dianteiro e 164 mm traseiro dão à NK160 a melhor capacidade de absorção da linha.
Rodas raiadas são mais adequadas a impactos e reparos em uso severo, enquanto a dianteira de 19 polegadas supera obstáculos com mais suavidade do que rodas de 17.
A NK160 não é uma enduro. Seu peso, pneus mistos e ausência de protetor de motor original limitam abusos, porém ela é claramente a melhor Haojue para estradas de chão, ruas esburacadas e acessos rurais.
QUALIDADES
1. Melhor capacidade em pisos ruins.
2. Suspensões de curso longo.
3. Rodas raiadas de 19 e 17 polegadas.
4. ABS dianteiro.
5. Freio a disco nas duas rodas.
6. Iluminação Full LED.
7. USB e bagageiro.
8. Torque ligeiramente superior ao da DK e da DR.
9. Preço abaixo das trails japonesas tradicionais.
PONTOS FRACOS
1. ABS limitado à dianteira.
2. Velocidade máxima de 105 km/h.
3. Banco relativamente alto.
4. Apenas cinco marchas.
5. Não traz protetor de motor ou protetores de mão de fábrica.
6. Rede e revenda ainda inferiores às de Honda e Yamaha.
REVENDA E RELAÇÃO COM O PREÇO
A NK160 não terá a mesma liquidez de uma Bros, porém seu preço inicial é consideravelmente menor. A lógica da compra está em pagar menos pela motocicleta nova e aceitar maior desvalorização percentual no futuro.
Ela custa R$ 2.440 a mais que a DK160, diferença justificada pelas suspensões mais longas, rodas raiadas, freio traseiro a disco, ABS dianteiro e pacote de iluminação.
Veredito: é a opção mais versátil para quem alterna cidade, estradas ruins e terra leve. Dentro da linha Haojue, é a melhor escolha para o interior e para regiões com pavimentação precária.
4. DK160: A CAMPEÃ DO CUSTO-BENEFÍCIO
A DK160 é a motocicleta que melhor representa a proposta racional da Haojue. Por R$ 16.950, entrega motor de 162,4 cm³, 15 cv, tanque enorme de 16,5 litros, painel LCD, cavalete central e posição de pilotagem acessível.
Ela foi desenvolvida pela Haojue em parceria com a JTZ para atender às características do mercado brasileiro. A própria fabricante a apresenta como sua opção de melhor custo-benefício.
FICHA PRINCIPAL
Preço público sugerido: R$ 16.950, mais frete
Motor: monocilíndrico, OHC, refrigerado a ar
Cilindrada: 162,4 cm³
Alimentação: injeção eletrônica
Potência: 15 cv a 8.000 rpm
Torque: 1,43 kgf.m a 6.500 rpm
Câmbio: cinco marchas
Transmissão: corrente
Altura do banco: 780 mm
Altura total: 1.100 mm
Comprimento: 2.010 mm
Distância entre eixos: 1.285 mm
Distância do solo: 195 mm
Peso seco: 119 kg
Peso em ordem de marcha: 135 kg
Tanque: 16,5 litros
Rodas: liga leve de 18 polegadas nas duas extremidades
Pneus: 80/100-18 e 100/80-18
Freio dianteiro: disco de 240 mm
Freio traseiro: tambor com atuação combinada
Sistema de frenagem: CBS, sem ABS.
CONSUMO, CRUZEIRO E VELOCIDADE MÁXIMA
A fabricante destaca a otimização do consumo pela injeção eletrônica, porém não apresenta um número consolidado na ficha pública principal. Uma estimativa editorial realista fica entre 35 e 42 km/l, dependendo do uso.
A velocidade de cruzeiro adequada deve permanecer entre 80 e 90 km/h, com máxima provável próxima de 105 km/h. O motor tem a mesma base dimensional utilizada em outros modelos da marca, porém a DK é relativamente leve e utiliza pneus estreitos.
O tanque de 16,5 litros é seu grande diferencial. Mesmo adotando uma média conservadora de 35 km/l, a autonomia teórica ultrapassaria 570 quilômetros. Na prática, é prudente abastecer antes de utilizar todo o reservatório.
ERGONOMIA E UTILIZAÇÃO PROFISSIONAL
O banco de 780 mm e o peso de 135 kg favorecem uso urbano intenso. A moto é estreita, fácil de manobrar e possui bagageiro alinhado ao banco, cavalete central e painel com indicador de marcha.
Essas características fazem sentido para entregadores, vendedores externos, funcionários de manutenção, pequenos empresários e pessoas que percorrem grandes distâncias diariamente.
QUALIDADES
1. Melhor relação entre preço, potência e equipamentos.
2. Tanque de 16,5 litros.
3. Banco baixo.
4. Peso moderado.
5. Boa distância do solo.
6. Painel LCD completo.
7. Cavalete central.
8. Bagageiro funcional.
9. Suspensão traseira ajustável.
10. Manutenção mecânica relativamente simples.
PONTOS FRACOS
1. Não possui ABS.
2. Freio traseiro a tambor.
3. Visual menos sofisticado que o da DR160.
4. Rodas e pneus estreitos.
5. Apenas cinco marchas.
6. Revenda inferior à da CG 160 e da Yamaha Factor.
REVENDA E RELAÇÃO COM O PREÇO
A DK160 custa praticamente o mesmo que a Burgman 125 e apenas R$ 22 a mais que a Master Ride. Entre as três, é a que entrega maior potência, tanque, versatilidade e facilidade para utilização profissional.
Sua revenda tende a ser intermediária. A marca vem ampliando presença e informou ter ultrapassado 20 mil emplacamentos em 2025, porém ainda há diferenças regionais importantes na disponibilidade de concessionárias e peças.
Veredito: é a compra mais racional da linha. Não é a mais sofisticada nem a mais segura, porém entrega muito pelo valor cobrado.
5. DR160: A STREET ESPORTIVA DA HAOJUE
A DR160 utiliza a mesma família mecânica de 162,4 cm³, porém adota um projeto visual e ciclístico mais esportivo. Tanque musculoso, traseira curta, pneus largos, rodas de 17 polegadas e suspensão traseira monoamortecida diferenciam o modelo.
Ela disputa o comprador que considera motos como Yamaha FZ15, Bajaj Dominar NS160 e outras streets urbanas de aparência esportiva.
FICHA PRINCIPAL
Preço público sugerido: R$ 20.900, mais frete
Motor: monocilíndrico, OHC, refrigerado a ar
Cilindrada: 162,4 cm³
Alimentação: injeção eletrônica
Potência: 15 cv a 8.000 rpm
Torque: 1,42 kgf.m a 6.500 rpm
Câmbio: cinco marchas
Altura do banco: 790 mm
Altura total: 1.100 mm
Comprimento: 2.020 mm
Distância entre eixos: 1.285 mm
Distância do solo: 168 mm
Peso em ordem de marcha: aproximadamente 148 kg
Tanque: 12 litros
Rodas: liga leve de 17 polegadas
Pneu dianteiro: 100/80-17 sem câmara
Pneu traseiro: 130/70-17 sem câmara
Freio dianteiro: disco de 250 mm
Freio traseiro: disco de 210 mm
Sistema de frenagem: CBS, sem ABS
Suspensão traseira: monoamortecida, com sete níveis de ajuste.
CONSUMO, CRUZEIRO E VELOCIDADE MÁXIMA
O manual registra consumo de 2,1 litros a cada 100 quilômetros, equivalente a aproximadamente 47,6 km/l, e velocidade máxima de 105 km/h. Esse consumo deve ser entendido como referência de homologação ou condição controlada; no trânsito real, uma faixa entre 34 e 41 km/l é mais prudente.
A velocidade de cruzeiro mais confortável fica entre 85 e 95 km/h. Embora tenha aparência esportiva, seus 15 cv e a ausência de sexta marcha colocam limites claros ao desempenho rodoviário.
CICLÍSTICA E DESIGN
Os pneus mais largos e sem câmara oferecem maior segurança prática em pequenos furos, pois tendem a perder pressão de maneira menos instantânea do que pneus com câmara.
O monoamortecedor concentra a massa e melhora a aparência da traseira, enquanto o ajuste em sete níveis permite adequar a pré-carga ao peso de garupa ou bagagem.
A posição continua relativamente ereta, não sendo uma naked radical. O banco de 790 mm favorece pilotos de diferentes estaturas.
QUALIDADES
1. Visual mais esportivo da linha.
2. Pneus largos e sem câmara.
3. Disco nas duas rodas.
4. Suspensão traseira monoamortecida e ajustável.
5. Banco acessível.
6. Motor simples e conhecido.
7. Boa estabilidade urbana.
8. Aparência de moto maior.
PONTOS FRACOS
1. Não possui ABS.
2. Sistema CBS em uma moto que custa quase R$ 21 mil.
3. Peso elevado para 15 cv.
4. Velocidade máxima oficial de 105 km/h.
5. Apenas cinco marchas.
6. Custa quase R$ 4 mil a mais que a DK160, apesar do motor semelhante.
REVENDA E RELAÇÃO COM O PREÇO
A DR160 custa R$ 3.950 a mais que a DK160. A diferença compra design, discos nas duas rodas, pneus maiores, rodas de 17 e monoamortecedor.
Para quem utiliza a motocicleta como ferramenta de trabalho, a DK é financeiramente mais lógica. Para quem valoriza imagem, acabamento e comportamento asfáltico, a DR apresenta um conjunto mais atraente.
Veredito: é a mais esportiva e visualmente impactante da família, porém o preço pede ABS, equipamento que não está presente.
6. BURGMAN 125: O RETORNO DE UM NOME HISTÓRICO
A Burgman foi uma das scooters responsáveis por popularizar esse tipo de veículo no Brasil. Em julho de 2026, a Suzuki Haojue anunciou o retorno do nome com uma geração completamente renovada, chamada comercialmente de Burgman ADX 125.
Ela chega com uma proposta mais sofisticada do que a antiga Burgman: controle de tração, ABS dianteiro, painel TFT, iluminação Full LED, transmissão automática CVT, USB, para-brisa e bagageiro.
FICHA PRINCIPAL
Preço público sugerido: R$ 16.950, mais frete
Motor: monocilíndrico, quatro tempos e refrigerado a ar
Cilindrada: 124,9 cm³
Alimentação: injeção eletrônica
Potência: 9 cv a 7.500 rpm
Torque: 1,02 kgf.m a 5.000 rpm
Transmissão: automática CVT
Velocidade máxima oficial: 85 km/h
Altura do banco: 760 mm
Altura total: 1.160 mm
Comprimento: 2.075 mm
Largura: 750 mm
Distância entre eixos: 1.300 mm
Distância do solo: 120 mm
Peso em ordem de marcha: 125 kg
Tanque: 6,5 litros
Roda dianteira: liga leve de 12 polegadas
Roda traseira: liga leve de 10 polegadas
Freio dianteiro: disco de 220 mm com ABS
Freio traseiro: tambor
Controle de tração: sim
Painel: TFT
Iluminação: Full LED.
CONSUMO, CRUZEIRO E VELOCIDADE MÁXIMA
A máxima oficial é de 85 km/h, portanto a faixa de cruzeiro adequada fica entre 60 e 70 km/h, podendo alcançar aproximadamente 75 km/h em vias rápidas sem vento forte.
O consumo oficial não aparece na ficha pública consultada. Para um motor de 125 cm³ com CVT, uma faixa estimada entre 35 e 43 km/l é plausível, porém deve ser confirmada em testes independentes.
O tanque de 6,5 litros limita a autonomia diante das motocicletas convencionais da marca, embora seja suficiente para o uso urbano ao qual a scooter se destina.
PRATICIDADE URBANA
A transmissão automática elimina embreagem e trocas de marcha. Basta acelerar e frear, característica que facilita deslocamentos em trânsito intenso.
O banco de 760 mm é baixo e o raio de giro informado de 1,95 metro favorece manobras. O controle de tração é um diferencial incomum nessa faixa, especialmente em piso molhado, faixas pintadas e paralelepípedos.
As rodas pequenas aumentam a agilidade, porém sentem mais buracos. A distância do solo de 120 mm também exige cuidado com lombadas altas, valetas e rampas de garagem.
QUALIDADES
1. Transmissão automática.
2. Controle de tração.
3. ABS dianteiro.
4. Painel TFT.
5. Iluminação Full LED.
6. Banco baixo.
7. Fácil condução urbana.
8. USB, para-brisa e bagageiro.
9. Nome conhecido no mercado brasileiro.
10. Preço competitivo diante dos equipamentos.
PONTOS FRACOS
1. Apenas 9 cv.
2. Velocidade máxima de 85 km/h.
3. Freio traseiro a tambor.
4. Roda traseira de apenas 10 polegadas.
5. Distância do solo de 120 mm.
6. Tanque pequeno.
7. Não indicada para rodovias rápidas ou viagens longas.
REVENDA E RELAÇÃO COM O PREÇO
Como a nova geração foi anunciada em julho de 2026, ainda não existe histórico suficiente para medir sua desvalorização real. O nome Burgman pode ajudar, porém o mercado precisará avaliar disponibilidade, pós-venda e aceitação da nova scooter.
Custando o mesmo que a DK160, ela oferece muito mais tecnologia eletrônica, porém entrega menos potência e versatilidade. São produtos para públicos diferentes: a DK é uma motocicleta utilitária; a Burgman é uma solução de mobilidade urbana automática.
Veredito: é a melhor opção da linha para trânsito urbano, praticidade e facilidade de pilotagem. Não deve ser comprada esperando desempenho rodoviário.
GARANTIA DE TRÊS ANOS: UM DIFERENCIAL IMPORTANTE
Desde 1º de maio de 2026, todo o line-up Haojue passou a contar com três anos de garantia de fábrica, sem limitação de quilometragem informada pela marca. A cobertura é total contra defeitos de fabricação, não apenas para motor e câmbio.
Para manter a garantia, o proprietário precisa:
realizar todas as revisões e trocas de óleo nos prazos;
utilizar concessionária ou serviço autorizado;
manter peças genuínas;
observar o que está previsto no manual de cada motocicleta.
A própria Haojue informa que o descumprimento das revisões ou a utilização de peças paralelas pode cancelar tanto a garantia contratual quanto a participação no programa de revisão a preço fixo.
REVISÕES E CUSTO DE MANUTENÇÃO
O plano público de revisões apresenta os seguintes marcos:
1.000 km ou seis meses;
3.000 km ou 12 meses;
6.000 km ou 18 meses;
9.000 km ou 24 meses;
12.000 km ou 30 meses;
15.000 km ou 36 meses;
18.000 km ou 40 meses.
A página oficial consultada relaciona expressamente DK160, DR160, DL160 e Master Ride 150. No momento da apuração, ainda aparecia a antiga NK150 em vez da NK160, e a nova Burgman 125 não estava incorporada à lista pública de revisão a preço fixo. Isso não significa ausência de manutenção ou cobertura, apenas que o material público precisa ser atualizado.
Os valores monetários de cada revisão não ficaram disponíveis de maneira completa no conteúdo público indexado. Portanto, não seria jornalisticamente correto inventar um custo acumulado nacional.
Antes da compra, o consumidor deve solicitar à concessionária um orçamento escrito, contendo:
mão de obra;
óleo;
filtro de óleo;
filtro de ar;
vela;
fluido de freio;
pastilhas ou lonas;
regulagem de válvulas;
relação de transmissão;
correia e componentes do CVT, no caso da Burgman.
Pela simplicidade mecânica, Master Ride, DK160, NK160 e DR160 tendem a ter manutenção ordinária relativamente acessível. A DL160 pode exigir maior desembolso com pneus largos, dois conjuntos de freio ABS e componentes de acabamento. A Burgman possui motor pequeno, porém a transmissão CVT inclui correia, roletes e polias, itens inexistentes nas motocicletas manuais.
QUAL É A MELHOR HAOJUE EM CADA CATEGORIA?
MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO: DK160
Por R$ 16.950, entrega 15 cv, tanque de 16,5 litros, banco baixo, painel LCD, bagageiro e cavalete central. Perde pela ausência de ABS, porém é a mais racional em preço, autonomia e uso cotidiano.
MAIS COMPLETA E SEGURA: DL160
O ABS nas duas rodas coloca a DL160 acima de todas as outras em segurança ativa. Pneus Pirelli, tanque de 13 litros, USB e aparência sofisticada completam o pacote.
MELHOR PARA ESTRADAS RUINS: NK160
É a única com roda dianteira de 19 polegadas e suspensões realmente longas. Sua vocação trail é mais autêntica que a aparência aventureira da DL160.
MAIS ESPORTIVA: DR160
Pneus largos, rodas de 17, monoamortecedor e freios a disco nas duas rodas fazem dela a mais interessante para o asfalto, embora a falta de ABS seja difícil de justificar pelo preço.
MAIS ESTILOSA: MASTER RIDE 150
Não existe disputa interna: ela é a única custom. Banco de 725 mm, cromados e postura relaxada garantem identidade própria.
MELHOR PARA A CIDADE: BURGMAN 125
Transmissão CVT, controle de tração, ABS dianteiro, painel TFT e banco baixo fazem dela a mais prática no trânsito.
MELHOR AUTONOMIA: DK160
O tanque de 16,5 litros é muito maior que o de todas as concorrentes internas. Mesmo sem um consumo oficial consolidado, sua capacidade permite grande intervalo entre abastecimentos.
MELHOR REVENDA PROVÁVEL: DK160
Esta é uma avaliação editorial, não uma garantia de mercado. A DK160 reúne preço baixo, mecânica convencional, facilidade de utilização e perfil profissional, fatores que ampliam o público potencial de compradores usados.
CLASSIFICAÇÃO GERAL DA LINHA
Considerando preço, segurança, equipamentos, desempenho, versatilidade, manutenção e possibilidade de revenda, a classificação editorial fica assim:
1. DL160 — O MELHOR CONJUNTO
É a mais cara, porém também é a única com ABS nas duas rodas. Vence pela segurança, acabamento e equilíbrio geral.
2. DK160 — A MELHOR COMPRA RACIONAL
Entrega quase a mesma potência da DL e da DR por aproximadamente R$ 4 mil a menos. O tanque de 16,5 litros é um argumento poderoso.
3. NK160 — A MAIS VERSÁTIL
Seu conjunto trail atende cidade, interior, estradas de terra e pavimento ruim. A ausência de ABS traseiro e a velocidade máxima limitada retiram pontos.
4. DR160 — A MAIS ESPORTIVA
É bonita, bem acabada e possui pneus adequados ao asfalto, porém custa muito perto da DL160 e não oferece ABS.
5. BURGMAN 125 — A MAIS TECNOLÓGICA PARA A CIDADE
Oferece equipamentos surpreendentes pelo preço, porém sua utilização é bastante específica. Para trânsito urbano, pode ser a melhor de todas; para rodovia ou piso ruim, é a mais limitada.
6. MASTER RIDE 150 — A ESCOLHA EMOCIONAL
Ela não fica em último por falta de qualidade. Fica porque é uma motocicleta de nicho, com menor potência, muito peso e frenagem simples. Para quem deseja uma pequena custom, pode ser justamente a primeira opção.
VEREDITO FINAL
A Haojue construiu uma linha pequena, porém bastante diversificada. Por menos de R$ 22 mil, o consumidor pode escolher entre seis propostas diferentes, todas com injeção eletrônica e garantia de três anos.
A marca ainda precisa evoluir em pontos decisivos: maior presença nacional, atualização das informações de revisão, melhor divulgação de consumo e desempenho, ampliação do ABS e fortalecimento da revenda. A ausência de ABS na DK160 e na DR160 é especialmente relevante, porque o mercado já oferece sistemas antitravamento em concorrentes da mesma faixa.
Em contrapartida, a Haojue entrega acabamento geralmente cuidadoso, motores simples, preços inferiores aos das japonesas tradicionais e equipamentos que muitas concorrentes cobram mais caro para oferecer.
Para quem busca a melhor compra pelo dinheiro, a DK160 é a resposta. Para quem coloca segurança em primeiro lugar, a DL160 é superior. Para quem enfrenta buracos e terra, a NK160 é a escolha correta. Para quem deseja estilo esportivo, a DR160 assume o posto. A Master Ride atende ao comprador apaixonado por custom, enquanto a Burgman 125 retorna para disputar o trânsito urbano com tecnologia incomum em uma scooter de entrada.



Comentários